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Doença de Peyronie: O que causa a curvatura peniana e como a Fisioterapia atua no tratamento?

joaovictorlreisfis
há 56 minutos
3 min de leitura

​Dentre os problemas que afetam a saúde física e psicológica do homem, a Doença de Peyronie é um dos que mais geram angústia, dúvidas e silêncio. Por envolver alterações na anatomia íntima, a imensa maioria dos homens esconde o problema por meses, deixando de ter relações sexuais e evitando ir ao médico por puro constrangimento.


​No entanto, a Doença de Peyronie é uma condição clínica real, que atinge cerca de 3% a 9% dos homens adultos em todo o mundo. A boa notícia é que a ciência evoluiu e a Fisioterapia Pélvica Masculina, em parceria com a urologia, dispõe de recursos de ponta para tratar o problema de forma não invasiva.


​Se você notou alguma alteração na anatomia ou dor nas suas relações aqui em Sete Lagoas ou na região, continue a leitura para entender o que está acontecendo e como se cuidar.


​O que é a Doença de Peyronie?


​Para entender a doença, precisamos olhar para a estrutura do pênis. Dentro dele, existem os corpos cavernosos (os cilindros que se enchem de sangue na ereção), envolvidos por uma membrana elástica e resistente chamada túnica albugínea.


​A Doença de Peyronie acontece quando ocorre a formação de uma placa de fibrose (uma cicatriz endurecida, rica em colágeno rígido) nessa membrana. Como essa cicatriz não tem elasticidade, quando o pênis se enche de sangue, a parte saudável se estica e a parte com a placa fica "presa". Isso faz com que o pênis se curve ou dobre na direção da cicatriz durante a ereção.


​O que causa essa placa de fibrose?


​A causa exata ainda é estudada, mas a teoria mais aceita pela ciência é a de microtraumas repetidos.


​Durante as relações sexuais, pequenas batidas, pressões excessivas ou curvaturas acidentais do pênis ereto podem causar microlesões na túnica albugínea. Na maioria dos homens, o corpo cura isso perfeitamente. Porém, em homens com predisposição genética (ou fatores como diabetes, tabagismo e hipertensão), o corpo erra na cicatrização e gera essa placa endurecida no local.


​Quais são os sintomas clássicos?


​A doença geralmente se divide em duas fases (Ativa/Inflamatória e Estabilizada) e apresenta os seguintes sinais:


  • ​Curvatura Peniana: O pênis entorta para cima, para os lados ou para baixo durante a ereção.

  • ​Nódulo Endurecido: É possível sentir uma "pedrinha" ou um ponto bem rígido abaixo da pele do pênis ao tocá-lo.

  • ​Dor na Ereção: Comum na fase inicial (ativa), quando a placa ainda está se formando e inflamada.

  • ​Encurtamento ou Afinamento: A perda de elasticidade pode fazer com que o pênis perca um pouco de comprimento ou apresente um efeito de "ampulheta".

  • ​Disfunção Erétil: A dor e a ansiedade geradas pela deformidade podem prejudicar a manutenção da ereção.


​Como a Fisioterapia Pélvica trata a Doença de Peyronie?


​O grande segredo do tratamento é o tempo. Quanto mais cedo o homem inicia a fisioterapia (de preferência na fase ativa, quando ainda há dor e a placa não calcificou), melhores e mais rápidos são os resultados, muitas vezes evitando a necessidade de uma cirurgia.

​Os principais recursos fisioterapêuticos incluem:


  1. ​Terapia por Ondas de Choque de Baixa Intensidade: O tratamento padrão-ouro na fisioterapia para essa condição. São ondas acústicas aplicadas diretamente sobre o nódulo. Elas quebram as traves rígidas de colágeno da fibrose, estimulam a circulação local e ajudam a reabsorver o tecido cicatricial, diminuindo a dor e reduzindo o ângulo da curvatura.

  2. ​Dispositivos de Tração Peniana: Equipamentos utilizados sob orientação do fisioterapeuta que aplicam uma força mecânica leve, contínua e gradual. Essa tração estimula o remodelamento do tecido (mecanotransdução), ajudando a retificar e alongar o pênis aos poucos.

  3. ​Terapia Manual e Ionoforese: Técnicas de mobilização tecidual específica associadas, em alguns casos, à aplicação de correntes elétricas suaves para ajudar na penetração de medicamentos anti-inflamatórios locais prescritos pelo urologista.


​Privacidade Absoluta em Sete Lagoas


​Nós sabemos o quanto este assunto afeta a masculinidade e o emocional do homem. Buscar ajuda para a Doença de Peyronie exige um ambiente de extrema ética e respeito.


​Em nossa clínica, os atendimentos são realizados em ambiente 100% privativo e confidencial. A avaliação é feita sob uma ótica puramente clínica, biomecânica e vascular, focando em estabilizar a inflamação, devolver o conforto na vida íntima e preservar a função erétil do paciente.


​Você não está sozinho. A ciência tem respostas para você!


​Deixar o tempo passar por vergonha pode fazer com que a fibrose piore e endureça a ponto de só resolver com cirurgia. Cuidar da saúde do seu corpo e tratar os tecidos de forma precoce é um ato de inteligência e autocuidado.


​A informação correta liberta e quebra tabus. Compartilhe este post de forma discreta para que mais homens saibam que a fibrose peniana tem tratamento fisioterapêutico. Para tirar dúvidas ou agendar sua consulta com total sigilo, clique no link abaixo.

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Dr. João Victor

Fisioterapeuta

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Dr. João Victor | Fisioterapeuta Sete Lagoas MG.

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